Cristalógrafo de proteínas e cientista de instrumentação, sempre à procura dos melhores dados possíveis. Adoro programar e Linux, e gosto de ajudar as pessoas a crescer.
Sou Cientista Sénior de Linha de Luz no Diamond Light Source, o sincrotrão do Reino Unido, pai feliz e tio de vários sobrinhos. Passei a maior parte da minha vida profissional entre raios X e cristais de proteínas. Desde 2011 trabalho em ciência de linhas de luz, e não como investigador a tempo inteiro: cuido de toda a cadeia que transforma um cristal em bons dados, desde o equipamento e a electrónica ao código e aos sistemas Linux que os controlam, e das pessoas que os usam, dos cientistas que nos visitam aos colegas que formo. Adoro um bom problema, e ainda mais quando quem ganha é a ciência de outra pessoa.
Como aqui cheguei
Nasci em Lisboa em 1976, passei a maior parte da infância na Pocariça e a adolescência em Linda-a-Velha, e hoje sou português e australiano. Comecei em química orgânica na FCT NOVA em 1994. Nesse mesmo ano, o meu tio António Câmara (que mais tarde viria a receber o Prémio Pessoa) convidou-me para ajudar no GASA, o seu grupo de sistemas ambientais na FCT NOVA, onde fiquei até 1999. O meu trabalho era modesto: passar dados do papel para bases de dados, para que se tornassem elementos de mundos virtuais, em projectos que incluíram um CD-ROM multimédia para a Expo 98. Esse trabalho deu origem a um capítulo de livro, por isso a minha primeira publicação não tem nada a ver com proteínas. Foi também aí que me sentei pela primeira vez a uma estação de trabalho Silicon Graphics, com óculos 3D de obturador, o que acabou por dar jeito: quando comecei em cristalografia de proteínas, em 1998, construíamos modelos no O e no TURBO-FRODO no mesmo tipo de máquinas SGI.
Em 1998 comecei um projecto de estágio de licenciatura em cristalografia de proteínas no ITQB NOVA, em Oeiras, orientado por Pedro Matias, a construir na densidade electrónica o modelo do citocromo c com banda de Soret desdobrada. Também cristalizei uma ferredoxina de sete ferros de uma arqueia termófila, Acidianus ambivalens. Os cristais difractavam a 2,0 Å, mas eram maclados, e a estrutura levou o seu tempo: só saiu em 2008. Em Dezembro desse ano passei uma semana em York, num workshop do CCP4 sobre refinamento. A universidade tinha ficado sem quartos, e Jorge Navaza, o autor do programa de substituição molecular AMoRe, teve a gentileza de me acolher na casa que estava a alugar. De Julho a Outubro de 1999 fiz o meu primeiro estágio, no EMBL de Grenoble, no campus do ESRF, a estudar os danos da radiação em cristais de proteínas com Raimond Ravelli, um cientista maravilhosamente criativo de quem sentimos muito a falta. A partir do início de 2000 tive uma bolsa de iniciação científica (BIC) no grupo de Carlos Frazão no ITQB, primeiro a refinar um citocromo c3 dimérico a 1,2 Å e depois a trabalhar na proteína de cluster híbrido. O Ricardo Coelho e eu passámos uma semana no laboratório de Juan Fontecilla-Camps, no IBS, em Grenoble, a aprender a congelar cristais em propano líquido dentro de uma câmara anaeróbia, e trouxemos o truque para Oeiras. De Setembro a Novembro de 2000 estive na Universidade da Geórgia, no laboratório de Jean LeGall, o primeiro a descrever a bactéria Desulfovibrio gigas, a purificar proteínas em câmaras de luvas em ambiente anaeróbico. Também lá estive com o Ricardo Coelho a purificar proteínas; uma das que queríamos trazer para Oeiras era uma hidrogenase que ficava inactivada se visse oxigénio. Depois disso, a química orgânica e as suas destilações fraccionadas já não conseguiam competir com as proteínas e os seus cristais.
De Outubro a Dezembro de 2001 voltei a Grenoble, desta vez ao ESRF, para trabalhar com o Ed Mitchell, que mais tarde viria a co-orientar o meu doutoramento. O plano era aprender a sério a determinação de fases usando sinal anómalo: cresci novos cristais da proteína de cluster híbrido sem oxigénio, recolhi dados em três comprimentos de onda à volta da energia de ionização do ferro, resolvi a estrutura por MAD e refinei-a a 1,3 Å, e pelo caminho aprendi a usar o XDS, quando até aí só tinha usado o MOSFLM e o DENZO/SCALEPACK. No início de 2002 veio o HERCULES, um curso de seis semanas em Grenoble para cientistas que usam grandes infra-estruturas, como sincrotrões e fontes de neutrões. Seis semanas de aulas e experiências com estudantes de doutoramento de toda a Europa criam amizades fortes: nesse Outono fui a Roma ao casamento de uma dessas novas amizades, e hoje vivemos os dois no Reino Unido e continuamos amigos. Foi no ITQB que o Larry Sieker e o Ricardo Coelho me ensinaram a cristalizar proteínas, e ainda lhes devo a maior parte do que sei sobre cristalização. Fiz o doutoramento (2002–2007), com uma bolsa da FCT, no laboratório da Maria Arménia Carrondo, entre o ITQB e o ESRF, com o Carlos Frazão e o Ed Mitchell como orientadores. Foi em Grenoble que me apaixonei pelos sincrotrões, e nunca me curei bem disso.
Em Dezembro de 2002 tinha feito um curso prático EMBO de expressão, purificação e cristalização de proteínas (PEPC3) no EMBL de Hamburgo, e veio mesmo a calhar. Por volta do fim de 2003, a meio do doutoramento, peguei num segundo projecto: a Maria Arménia criou uma colaboração com o grupo de Isabel Sá-Correia, no IST, em Lisboa. O nosso laboratório sempre tinha trabalhado com metaloproteínas, purificadas como Jean LeGall ensinara: crescer culturas enormes e extrair as proteínas que as bactérias produzem em abundância. Assim, fui o primeiro no laboratório a sobreexpressar uma proteína e a produzi-la com selenometionina. A equipa do IST sabia sobreexpressar, mas não conhecia a selenometionina, por isso aprendemos juntos, e a minha tese ficou melhor por ter as duas proteínas.
A nova proteína era a UgpG, uma glucose-1-fosfato uridililtransferase, e no início de Agosto de 2005 eu tinha sete formas cristalinas e nenhuma estrutura. A substituição molecular não dava em nada, e os dados de selenometionina tinham 88 posições de selénio por encontrar (11 em cada uma das 8 moléculas), o que não era pouca coisa. De madrugada, no último dia de feixe antes da paragem de Agosto do ESRF, um derivado de ósmio começou a mostrar um belo sinal anómalo, mas a máquina ia ser desligada antes de eu conseguir terminar. O Ed foi directo: não havia tempo suficiente e, se eu queria a estrutura antes da paragem, teria de ligar para a sala de controlo e pedir que mantivessem o acelerador de partículas a funcionar. Seria sequer possível? Ele não sabia, e não ia fazer a chamada por mim: a decisão era minha, e o telefonema também. Com as mãos a tremer e a voz pouco firme, liguei. Disseram que sim. O ESRF inteiro continuou a funcionar mais 25 minutos por minha causa, e isso bastou para um conjunto de dados completo, com muita redundância, e uma estrutura resolvida. As posições do selénio mostraram o seu valor mais tarde, ao fixar a sequência em mapas onde não era fácil construir o modelo. Passei o resto do Verão a construí-lo, e no fim de Setembro tinha uma estrutura completa e refinada (artigo).
Seguiram-se as proteínas membranares, com Martin Caffrey: primeiro na Universidade de Limerick, como pós-doc financiado pelos seus projectos dos National Institutes of Health dos EUA, e depois no Trinity College Dublin, com a minha própria bolsa Marie Curie (a primeira candidatura que escrevi, e a primeira que ganhei), a trabalhar em transportadores ABC de Pseudomonas aeruginosa. Limerick foi um salto. O laboratório ainda não tinha cristalografia própria (até então era feita com colaboradores de fora), por isso as minhas primeiras tarefas foram marcar tempo de feixe em sincrotrões e comprar os loops, os dewars e o resto do material de que precisávamos para conseguir recolher dados. Como cristalógrafo da casa, estive envolvido em todos os projectos, o que deu anos entusiasmantes, gratificantes e muito ocupados: entre 2008 e 2011 fiz 31 viagens a sincrotrões, cerca de uma por mês, a maior parte ao Advanced Photon Source, perto de Chicago, e outras à Swiss Light Source, ao ESRF e ao Diamond.
Depois de algumas viagens sozinho, sobretudo nos blocos de 48 horas de feixe que o APS nos dava todos os meses, percebi que precisava de ajuda e comecei a levar estudantes do laboratório comigo, às vezes antes de terem cristais seus. Foi aí que descobri como é gratificante ajudar outras pessoas a crescer, como cientistas e como pessoas. O meu síndroma de impostor falava mais alto: e se aparecesse um problema cristalográfico que eu não soubesse resolver? Crescíamos cristais dentro da fase cúbica lipídica, um gel de lípidos com mais ou menos a textura da pasta de dentes, e parte desse trabalho acabou na Nature, incluindo a estrutura de um receptor com o grupo de Brian Kobilka. Gostava de poder dizer que tudo fazia parte de um grande plano. Não fazia. Foram bons mentores, óptimos colegas e muitos cristais que não cresceram. Mas também muita força de vontade e persistência, por exemplo para aprender a tirar os cristais das sanduíches de vidro onde os crescíamos.
Em 2011 troquei a investigação pela ciência de linhas de luz no Australian Synchrotron, em Melbourne, onde o Tom Caradoc-Davies me contratou e foi meu chefe e mentor durante os oito anos seguintes. Teve muita paciência comigo, incentivou-me sempre a ir atrás do que eu queria fazer e transformou um académico entusiasmado, mas bastante comum, num cientista de instrumentação que adora o seu trabalho.
As dúvidas voltaram, com outra cara: de repente, era eu quem devia saber porque é que o robô tinha parado, o detector se tinha calado ou os dados pareciam estranhos. O meu remédio sempre foi o mesmo: aprender bem o assunto, escrevê-lo e partilhá-lo. Escrevia notas no caderno de laboratório electrónico e pequenos guias sobre tudo, ao princípio por egoísmo, mesmo sobre problemas que outros tinham resolvido, porque achava que um dia podia precisar deles. Em dois ou três anos, esse hábito fez de mim a pessoa a quem se recorria quando alguma coisa avariava, e as notas tornaram-se uma das melhores fontes de conhecimento prático sobre as linhas de luz. Em 2018 já tinha escrito mais de 4000 entradas no sistema de registo electrónico do acelerador inteiro, o segundo maior número de toda a gente. Fora da linha de luz, sete anos na direcção da Sociedade de Cristalografia da Oceania (SCANZ) ensinaram-me quanto uma pequena sociedade consegue fazer com bons voluntários (e uma base de dados de sócios decente). Também ajudei a preparar a candidatura vencedora para trazer o Congresso Mundial de Cristalografia da IUCr de 2023 a Melbourne, e depois entrei para a comissão organizadora. Muitos cursos de Python, duas certificações Linux Red Hat e muitos colegas pacientes depois, o remédio continua a funcionar.
Em 2019 mudei-me para o Diamond, em Oxfordshire, mesmo a tempo de uma pandemia. Durante os confinamentos, fui um dos trabalhadores essenciais que mantiveram a I04 a funcionar para o COVID Moonshot.
Desde então, grande parte do meu trabalho na I04 tem sido sobre qualidade e controlo de qualidade, e sobre tornar mais fácil obter bons dados. Trouxe comigo o hábito das checklists: uma checklist em software para a preparação da linha de luz, hoje o MX Beamline Setup, para que cada arranque seja verificado da mesma maneira e nada dependa da memória de ninguém. Liderei a passagem para uma recolha de dados atenta à dose, e depois guiada pela dose: primeiro, dando aos utilizadores a noção da dose de raios X que os seus cristais estavam a receber; depois, deixando a linha de luz escolher as exposições a partir de uma dose-alvo (artigo de 2025). Na IUCr 2026 apresentei num poster o enquadramento mais geral para ensinar e recolher dados desta forma, Strategic dose allocation. Em 2024 e 2025 liderei um projecto financiado pelo BBSRC que trouxe para a I04 a centragem de amostras por inteligência artificial de reconhecimento de imagem. Também dou formação em recolha de dados nos workshops do CCP4 todos os anos desde 2019, em alguns anos em duas escolas diferentes, e todos os anos na formação de utilizadores de MX do próprio Diamond, onde aquelas notas antigas continuam a dar frutos. Em 2026 essa formação foi dividida em três cursos, para diferentes níveis de experiência; dei aulas na introdução para novos utilizadores, em Fevereiro. Para o curso Beyond Automation do Diamond, em 2026, criei quatro casos práticos para a I04, desde problemas de velocidade de contagem no detector que as estatísticas de merging escondem até à distribuição da dose ao longo de cristais em forma de agulha. Orientei dois, os colegas orientaram os outros dois, e desenhei cada um em banda desenhada (com alguma ajuda de IA).
Eu em 2026, desenhado com a ajuda de IA.
Hoje também co-oriento estudantes de doutoramento (neste momento, a Paige Taylor, que acaba de se mudar da Austrália para o Diamond) e formo novos colegas para se tornarem cientistas de instrumentação, tentando passar adiante um pouco da paciência que tanta gente teve comigo. No trabalho, dou primeiros socorros de saúde mental; sou vereador eleito na vila de Didcot; e continuo a sentir um pequeno arrepio de entusiasmo sempre que uma nova estrutura sai dos dados. Tanto que escrevi um programa para a televisão em frente à I04, que mostra em rotação as estruturas recém-publicadas com dados recolhidos na linha de luz. É uma ideia que experimentei primeiro em Melbourne, a «MX TV», em ecrãs velhos salvos da reciclagem.
Interesses actuais
Interessa-me sobretudo tornar as linhas de luz de MX mais automáticas sem comprometer a qualidade da ciência nem a segurança do equipamento, para que robôs e goniómetros não colidam e o feixe directo nunca chegue a um detector. Isso inclui melhores maneiras de recolher dados com os detectores modernos de matriz de pixels, recolher conjuntos de dados completos a partir de várias cunhas (wedges) do mesmo cristal ou de cristais diferentes, os desafios dos feixes de raios X pequenos e muito pequenos (a estabilidade do feixe, uma esfera de confusão pequena, etc.) e melhores maneiras de processar os dados em bruto de todas estas configurações.
Também me preocupo com a experiência de quem usa uma linha de luz, esteja no local ou a trabalhar à distância a partir do seu laboratório: como se desenham as experiências, como se apresenta o software de recolha de dados, e como os dados em bruto e os metadados são arquivados e partilhados, para que a experiência seguinte possa aprender com a anterior. Os feixes e detectores modernos produzem uma quantidade avassaladora de dados, e isso pede ideias novas, em vez de fazer sempre as coisas da mesma maneira. Por trás de tudo isto está a informática, e continuo a gostar desse lado: Linux, máquinas virtuais, containers Docker e ferramentas de código aberto que mantêm uma linha de luz fiável e fácil de gerir.
Em biologia estrutural, atraem-me as fronteiras das células e dos organelos: como as bactérias importam aquilo de que precisam para sobreviver, como a energia se transforma em gradientes de protões através das membranas e esses gradientes em ATP, como as cápsides virais se ligam às células e se montam dentro delas, e como as proteínas transportadoras levam moléculas para dentro e para fora do núcleo, das mitocôndrias e do aparelho de Golgi.
Interessam-me igualmente as pessoas que fazem uma instalação funcionar: formar utilizadores e novos colegas, ser mentor de cientistas em início de carreira e ajudar colegas a crescer para novas funções. O bem-estar também conta: no trabalho, dou primeiros socorros de saúde mental.
Também adoro falar de ciência com quem não vive dela. Os dias abertos dão-me uma energia como poucas coisas, já dei uma palestra para o público em geral no Café Scientifique de Wantage e, desde 2023, participo em sessões de orientação profissional nas escolas (uma espécie de speed dating em que os adolescentes me fazem perguntas sobre o meu trabalho) e faço entrevistas de emprego simuladas com estudantes.
Experiência
Cristalógrafo de proteínas
1998–presente
Desde 1998 que sou presença habitual em linhas de luz de cristalografia macromolecular (MX), em mais de cinco sincrotrões pelo mundo fora. Somando tudo, são mais de 10 000 horas de recolha de dados, mais de 60 estruturas no Protein Data Bank e uns quantos cristais que eram lindos ao microscópio e difractavam como um tijolo. Trabalhei em todas as etapas, da cristalização e colheita dos cristais à recolha e processamento de dados, resolução da estrutura, refinamento e análise. Sou co-autor de mais de 40 artigos, citados mais de 2900 vezes (OpenAlex, Outubro de 2026; ver Publicações).
Alguns de que me orgulho especialmente
A estrutura do receptor adrenérgico β2 ligado a um agonista irreversível, com o grupo de Brian Kobilka (Nature, 2011), parte do trabalho distinguido com o Prémio Nobel da Química de 2012.
Como os electrões passam do citocromo c para uma citocromo oxidase do tipo caa3, um dos passos-chave de conversão de energia nas células (Nature, 2012).
A diacilglicerol cinase integral de membrana (Nature, 2013), mais de quatro anos de trabalho. A meio do caminho, saiu na Science uma estrutura da mesma proteína resolvida por RMN, o que ao início custou a engolir. Continuámos, e a nossa estrutura cristalográfica, montada a partir de 18 cunhas de dados de muitos cristais e resolvida por determinação experimental de fases, acabou por ser bastante diferente. Fui o cristalógrafo principal. Mais tarde estudámos a enzima também com lasers de electrões livres de raios X (Nature Communications, 2015).
Mostrar que pequenos péptidos de membrana, como a gramicidina, podem ser cristalizados e resolvidos em fase cúbica lipídica (Biophysical Journal, 2010).
Cientista de linha de luz
2011–presente
Em 2011 deixei a minha bolsa Marie Curie no Trinity College Dublin pelas linhas de luz de MX do Australian Synchrotron, em Melbourne, primeiro como pós-doc de linha de luz e, a partir do fim de 2013, como cientista de linha de luz. O sincrotrão ainda pertencia então ao estado de Victoria; passou para a ANSTO, a organização de ciência nuclear do governo federal, em 2016.
Em dois ou três anos tornei-me a pessoa a quem se recorria quando o equipamento ou o software se portavam mal. Atribuo isso à teimosia, a um fraquinho pelo controlo de qualidade e ao hábito de escrever tudo: entradas no elog e pequenos guias sobre o que avariou e como se arranjou, mesmo quando tinha sido outra pessoa a arranjar. Nos oito anos seguintes estive muito envolvido:
no desenho e no software de um sistema de controlo da linha de luz baseado em microsserviços, para substituir o Blu-Ice;
no yaIBEX, uma interface no navegador para recolher dados (Python e Flask), que se tornou a base do centragem por clique e dos controlos do robô nas duas linhas de luz (resumo na AOFSRR 2015). Controlar uma linha de luz a partir de um navegador estava um pouco à frente do seu tempo em 2014; o MXCuBE3, anunciado em 2017 e hoje usado em muitos sincrotrões, seguiu mais tarde uma abordagem muito parecida;
no acesso remoto pelo navegador com o Apache Guacamole, e na passagem dos computadores das linhas de luz para máquinas virtuais;
na actualização, com as mãos na massa, dos robôs de troca de amostras SAM;
na equipa do projecto de actualização do monocromador da linha de luz de microfoco, desenhado com a FMB Oxford: aquecedores eléctricos em vez de tubos de água (que tinham congelado mais de uma vez, e numa delas inundaram uma câmara de vácuo), linhas de azoto líquido com pouca vibração, um suporte de cristais mais rígido e um cristal channel-cut. Fiz o estudo de vibração antes e depois, a sacudir a mesa do monocromador com um vibrador sísmico de 20 a 200 Hz (um prazer, para ser sincero), que mostrou um feixe mais estável e muito menos sensível às vibrações de fora (artigo da linha de luz MX2);
em manter o velho goniómetro a funcionar com a substituição de emergência de um rolamento de ar em 2015, e depois na gestão do projecto do seu sucessor, construído com a equipa de Aina Cohen no SSRL a partir do seu desenho para a BL12-2, desde o projecto e o fabrico até à instalação e aos testes de aceitação. Centra as amostras com uma esfera de confusão inferior a 1 µm (artigo da linha de luz MX2);
na passagem para um detector EIGER 16M em Janeiro de 2017, para a qual reescrevi grande parte do software de recolha de dados que o controla, descrita em dois artigos;
no arranque do programa comercial de MX (incluindo uma viagem em 2013 para falar com empresas na China e no Japão) e do Collaborative Access Program para utilizadores académicos.
Também aprendi muito sobre gestão do tempo, trabalho em equipa e resolução de conflitos, sobretudo fazendo mal primeiro e depois um bocadinho menos mal.
Em 2018, o programa de mérito de investigação da ANSTO passou-me para o salário de cientista sénior, continuando com as responsabilidades de cientista não sénior.
Em 2019 entrei para o Diamond Light Source, o sincrotrão nacional do Reino Unido, em Oxfordshire, como Cientista Sénior de Linha de Luz na I04. O meu primeiro ano veio com uma pandemia: fui designado como trabalhador essencial e ajudei a manter a I04 a funcionar para o COVID Moonshot internacional. Desde então, liderei:
a recolha de dados guiada pela dose, em que o RADDOSE-3D corre como serviço e a linha de luz escolhe as exposições a partir de uma dose-alvo, para que os utilizadores obtenham bons dados sem terem primeiro de se tornar especialistas em danos da radiação. Quando cheguei, a velocidade máxima da I04 rondava as 21 amostras por hora. Com a recolha guiada pela dose e sem supervisão, anda agora pelas 30 (abdicámos de um pouco de velocidade em troca de estabilidade, e estamos a trabalhar para a recuperar);
a centragem de amostras assistido por IA, com o modelo murko do SOLEIL, Bluesky e Kubernetes, financiado por um projecto UKRI/BBSRC que liderei (BB/Z514329/1; resumo na ACA 2025);
um curso de integração de dez módulos para novos cientistas de apoio de MX (dado em 2020, 2023 e 2025), e a escala de prevenção para noites e fins-de-semana.
Também sou tutor na parte de recolha de dados dos workshops do CCP4 todos os anos desde 2019, em alguns anos em duas escolas diferentes, dou aulas todos os anos na formação de utilizadores de MX (BAG) do Diamond, incluindo a nova introdução para novos utilizadores em Fevereiro de 2026, e em 2026 criei os quatro casos práticos da I04 para o curso de formação Beyond Automation do Diamond, dois dos quais orientei eu próprio.
Linux, redes e código aberto
1995–presente
Começou com jogos. Para jogar em rede com os meus primos, que moravam noutros andares do mesmo prédio, montei uma rede Windows, com o velho cabo coaxial BNC (terminadores e tudo) a sair pelas janelas até às casas deles. Passado algum tempo mudei para Linux, porque me deixava aprender a camada de baixo: como funcionam realmente os sistemas operativos, as redes e a internet. Ajudou que a universidade tivesse muitas máquinas Linux e que, no GASA, eu trabalhasse em estações Silicon Graphics com IRIX, o UNIX da SGI. Em meados dos anos 90, tudo isto exigia muita paciência e muitas disquetes. O meu primeiro trabalho pago foi instalar computadores com SUSE Linux para as aulas de licenciatura de engenharia química.
O Linux também é uma ideia: o software, e o saber por trás dele, é melhor quando é partilhado. Fui membro activo da ANSOL, a Associação Nacional para o Software Livre, ajudei em festas de instalação de Linux no início dos anos 2000 e sou membro da Free Software Foundation desde 2003.
Onde quer que tenha trabalhado, acabei por tratar dos computadores além da ciência:
ITQB NOVA, Oeiras: estações de trabalho e servidores Linux para cristalografia, das máquinas SGI que usávamos para construir modelos às máquinas com Red Hat, Debian e Slackware.
Limerick e Trinity College Dublin: montar de raiz a informática de cristalografia do laboratório, e ajudar a organizar o acesso à computação de alto desempenho no Trinity.
Australian Synchrotron (2012–2019): oficiosamente, o administrador de sistemas das duas linhas de luz de MX, e onde a virtualização me conquistou. Liderei a passagem dos computadores das linhas de luz, de servidores físicos envelhecidos para máquinas virtuais e containers num cluster Proxmox (em 2018, cerca de 95% deles, em dez servidores que se apoiam uns aos outros), geri centralmente as estações de trabalho dos utilizadores com SaltStack, para que todas as máquinas se comportassem da mesma maneira, montei cópias de segurança em funcionamento dos computadores de controlo com Mondo Rescue e substituí o sistema de acesso remoto pelo Apache Guacamole, que funciona no navegador.
Paralelamente ao trabalho, desde 2003 que giro servidores virtuais privados e dedicados com cPanel/WHM, que alojam mais de 60 nomes de domínio. Vinte e tal anos disto significam Apache, BIND, Exim e sendmail, POP3 e IMAP, redes TCP/IP, sistemas de ficheiros, firewalls e, com menos alegria, investigar e fechar uma ou outra falha de segurança.
Passei nos exames de Red Hat Certified System Administrator (RHCSA, Maio de 2012) e de Red Hat Certified Engineer (RHCE, Novembro de 2013), ambos em Red Hat Enterprise Linux 6. As certificações Red Hat valem três anos, por isso as minhas já caducaram há muito, mas os hábitos que criaram ficaram.
Programação
2001–presente
Adoro escrever código, e no trabalho ele é uma ferramenta para fazer melhores experiências: controla o equipamento, recolhe os dados e verifica o que sai. Quando o software move um robô ou abre um obturador, tem de saber o que pode correr mal, de uma colisão ao feixe directo a atingir um detector, por isso preocupo-me tanto com essas verificações de segurança como com a velocidade.
Comecei com o Microsoft Visual Basic, a criar pequenas aplicações sobre bases de dados Microsoft Access. Gerir servidores LAMP levou-me a sites em PHP/MySQL e, de 2004 a 2008, tratei de vários sites feitos com Joomla, WordPress e phpBB (este site correu em Joomla até 2026).
Em 2013, o Andy Bulka apresentou-me o Python num curso de seis semanas, um dia inteiro por semana. Dois anos depois, um segundo curso de seis semanas tratou de Python avançado e de programação orientada a objectos. Esses cursos, anos de trabalho prático nas linhas de luz de MX do Australian Synchrotron e tudo o que aprendi com o brilhante programador Nathan Mudie mudaram a forma como eu via o meu trabalho. Já não era apenas um utilizador de software. Podia pô-lo a controlar equipamento, a recolher melhores dados de difracção e a melhorar a análise. Continuo a aprender, e continuo a procurar a sintaxe no Google.
Alguns projectos
Uma roda de atenuadores para controlar a transmissão do feixe de raios X a diferentes energias (lei de Beer–Lambert, com controlo do equipamento através de Python e EPICS).
Reescrever em Python o processamento automático de dados, sobre o xdsme, com correcções aceites pelo seu autor.
Passar o software de processamento automático para containers Docker em Kubernetes.
Reescrever o servidor de recolha de dados em Python para a passagem dos detectores ADSC, com CCD, para um detector de matriz de pixels EIGER.
Alargar uma biblioteca Python das linhas de luz que torna as aplicações independentes do instrumento em que correm.
Planear a substituição gradual do monolítico Blu-Ice por um ecossistema de microsserviços.
Desenvolver e manter o BeamlineSetup, uma interface gráfica para a preparação da linha de luz, guiada pelo controlo de qualidade, que dá aos utilizadores uma calibração de alta qualidade. O seu sucessor, o MX Beamline Setup, é hoje desenvolvido no Diamond Light Source.
Implementar o varrimento de difracção (rastering) para centrar amostras nas linhas de luz de MX.
O I04 PDB display (React, FastAPI, Valkey e o visualizador PDBe Mol*), que corre na televisão em frente à I04, no Diamond. Mostra as estruturas recém-publicadas com dados recolhidos na linha de luz, depois de verificar os metadados de cada entrada, para que as estruturas atribuídas por engano à I04 (ou confundidas com a I04-1) não apareçam na televisão.
Sociedades e comunidade
Sempre tive dificuldade em dizer que não quando uma sociedade, uma escola ou uma vila precisa de uma mão. Acho que participar é tarefa de todos, e alguém tem de ler as actas. Muitas vezes, tenho sido eu.
Passei a gestão dos sócios para software próprio, com pagamentos online por cartão e recibos automáticos. O número de sócios cresceu de cerca de 40 para mais de 230, mais de 100 deles estudantes.
Vice-Presidente, Society of Crystallographers in Australia and New Zealand (SCANZ) (2017–2018)
Iniciei a revisão do fundo de investimento de longo prazo da sociedade (o 1987 Fund), que levou a uma carteira mais diversificada e gerida por profissionais.
Ajudei a preparar a candidatura vencedora, liderada pelo Professor Michael Parker, incluindo a angariação de votos no ECM30, em Basileia (2016), e depois entrei para a comissão organizadora.
Todos os anos desde 2019, em alguns anos em duas escolas diferentes: os workshops de recolha de dados Diamond–CCP4 (de 2019 a 2025), o curso CCP4/BGU em Israel (2020) e as escolas de Verão CCP4–BCA (Norwich 2024, York 2025).
Formador, formação de utilizadores de MX (BAG), Diamond Light Source (2019–presente)
Todos os anos desde que entrei para o Diamond. Em 2026 a formação passou a ser três cursos, para diferentes níveis de experiência; dei aulas na introdução para novos utilizadores (Fevereiro) e no Beyond Automation (Setembro–Outubro).
Comissão organizadora, Australasian Crystallography School (2013)
Precisão com fluxo elevado, ajustar o feixe ao cristal, recolha com vários eixos para preencher o cone cego em P1, e varrimentos de linha helicoidais ou em cunhas para bastonetes e agulhas. Cerca de 25 utilizadores de MX; cada grupo escolheu dois dos quatro.
Vida cívica e comunidade
Membro do conselho da escola (school governor), Millbrook Primary School, Grove (2021–2023)
Vereador eleito, círculo de All Saints, Didcot Town Council (eleito em Maio de 2023; mandato até Maio de 2027)
Membro da Comissão de Finanças e Assuntos Gerais desde a minha eleição em Maio de 2023, e Vice-Presidente da Comissão de Pessoal e Administração desde Maio de 2025. Antes, membro da Comissão de Património e Instalações (2023–2025).
Eleito em Maio de 2023 com 865 votos, o terceiro dos cinco vereadores eleitos pelo círculo.
Divulgação e local de trabalho
Voluntário nos dias abertos (em francês), ESRF, Grenoble (2004–2005)
Dias abertos, visitas de escolas e estagiários, Australian Synchrotron (2011–2019)
Normalmente ficava com a estação de bioquímica nos dias de visitas de escolas: segurança no laboratório, um pouco de física e de criogenia, e colher cristais de proteínas ao microscópio.
Comissão de Reconhecimento e Recompensa, Australian Synchrotron (2014–2019)
Primeiros socorros de saúde mental, Diamond Light Source (MHFA England) (2023–presente)
Divulgação nas escolas, Virus Factory (Diamond e Universidade de Oxford) (2026)
Sessões de orientação profissional e entrevistas de emprego simuladas para alunos do secundário, Sessões de orientação profissional nas escolas (desde 2023)
Todos os anos desde 2023: rondas de oito minutos, tipo «speed dating», em que os adolescentes me fazem perguntas sobre o meu trabalho, e depois entrevistas simuladas (uma feita mal de propósito, outra feita como deve ser).
Um dia de conversas com pessoas da Royal Society of Chemistry, da RSB, do BBSRC e com deputados locais sobre o desenho racional de fármacos, enzimas que fazem o trabalho pesado numa química industrial mais verde, e como manter forte a formação em ciência e tecnologia. Mais uma caminhada pelo parque no calor de Londres, quando o metro desistiu.
Estudantes e início de carreira
Membro da direcção, AEFCT, Associação de Estudantes da FCT-UNL (1996–1997)
Membro do Conselho Pedagógico, FCT, Universidade Nova de Lisboa (1996–2000)
Representante dos estudantes na Assembleia da Universidade, Universidade Nova de Lisboa (por volta de 2003)
Membro da direcção, ABIC, Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (2004–2005)
Um dos membros fundadores da ABIC.
Presidente da Mesa da Assembleia Geral, ABIC, Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (2005–2006)
Presidente do Conselho Fiscal, ABIC, Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (2007)
Coordenador do grupo web, ABIC, Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (2004–2008)
Passei o site da associação de páginas estáticas para Joomla, e a base de dados de sócios para o aMember, para podermos acompanhar os sócios e enviar automaticamente os avisos de renovação das quotas.
Co-organizador do ciclo de seminários «Science Conferences at Noon», ITQB NOVA (durante o doutoramento)
Representante dos estudantes de doutoramento, ITQB NOVA (durante o doutoramento)
Software livre
Membro activo, ANSOL, Associação Nacional para o Software Livre (2000–2002)
2023Structural biology at Diamond Light Source Departmental seminars, Institute for Molecular Bioscience (Brisbane) and University of Western Australia (Perth)
2021Unattended data collection, user interfaces and operational changes NSLS-II workshop on current and future trends in MX experiments (online)
2020Data collection with EIGER detectors CCP4 Study Weekend
2017Recent and future developments on the Australian Synchrotron MX2 beamline driven by the EIGER 16M detector Crystal 31, Margaret River (invited)
2016The MX2 goniometer story: the old, the current and the new one Australian Synchrotron User Meeting, Melbourne
2014Crystal structure determination of the integral membrane diacylglycerol kinase IUPAB International Biophysics Congress, Brisbane (invited)
2014Crystal structure determination of the integral membrane diacylglycerol kinase Crystal 29, Lamington Plateau
2014Lipidic cubic phase: an introduction Australasian Advanced Methods in Crystallography workshop, Melbourne (invited)
2014Tackling challenging projects at the Australian Synchrotron MX beamlines Opening of the ARC Centre of Excellence in Advanced Molecular Imaging, Melbourne
2013Crystal structure of the integral membrane diacylglycerol kinase ComBio 2013, Perth (invited)
2013Membrane protein structure determination: from the ant to the elephant using the lipidic cubic phase Victor Chang Cardiac Research Institute, Sydney
2013The MX beamlines at the Australian Synchrotron SSRF, Shanghai
2013MX beamlines: how to make the best of them using remote access University of Western Australia, Perth, and IMB, University of Queensland, Brisbane
2012Invited talk C3 Collaborative Crystallisation Centre (CSIRO) user meeting, Melbourne
2012Invited seminar University of Canterbury, Christchurch
2010Invited talk 13th International Conference on the Crystallization of Biological Macromolecules (ICCBM13), Dublin
Competências
Biologia estrutural e bioquímica
Cristalografia de proteínas e biologia estrutural
Purificação e cristalização de proteínas, incluindo trabalho sem oxigénio e em fase cúbica lipídica (in meso)
Recolha de dados em sincrotrões e XFEL
Processamento de dados, resolução de estruturas (incluindo determinação experimental de fases) e refinamento
Instrumentos de linhas de luz
Goniómetros, robôs de troca de amostras, detectores (dos CCD aos detectores de matriz de pixels EIGER), monocromadores e atenuadores
Equipamento e electrónica para o controlo de linhas de luz (EPICS)
Automação segura: prevenção de colisões de robôs e goniómetros, protecção dos detectores
Comissionamento, testes de vibração e testes de aceitação
Recolha e análise de dados
Software de aquisição de dados que controla a linha de luz
Recolha de dados atenta à dose e guiada pela dose (RADDOSE-3D)
Processamento automático de dados e controlo de qualidade
Análise de dados em Python (pandas, NumPy, Matplotlib)
Linux, redes e infra-estrutura
Administração de sistemas Linux desde 1995 (SUSE, Red Hat e CentOS, Debian, Slackware)
Red Hat Certified System Administrator (2012) e Engineer (2013), RHEL 6
Redes TCP/IP, firewalls, sistemas de ficheiros e segurança
Virtualização e containers: Proxmox (KVM, LXC), Docker, Kubernetes
Gestão de configurações e cópias de segurança: SaltStack, Mondo Rescue, Clonezilla
Servidores virtuais privados e dedicados com cPanel/WHM desde 2003
Web, correio electrónico e DNS: Apache, Exim e sendmail, POP3 e IMAP, BIND
Shells: tcsh, bash, zsh
Software livre e de código aberto: ANSOL (2000–2002), membro da Free Software Foundation desde 2003
Python
Controlo de equipamento (pyepics, APIs REST)
Mensagens (ZeroMQ, Redis pub/sub)
Interfaces gráficas e aplicações web (PyQt5, Flask, FastAPI)
Trabalhar com pessoas
Formação de utilizadores e de novos colegas: workshops do CCP4, cursos de MX do Diamond, um curso de integração para cientistas de apoio
Co-orientação de estudantes de doutoramento e mentoria de cientistas em início de carreira
Gestão de projectos e de equipas (APM Project Management Qualification, 2020)
Primeiros socorros de saúde mental (MHFA England)
Comissões e presidência de reuniões: presidente da SCANZ, vereador em Didcot
E ainda
Bases de dados SQL e NoSQL
PHP
Microsoft Office
Domótica
Qualificações
Doutoramento em Bioquímica, ITQB NOVA, Universidade Nova de Lisboa (2007)
Licenciatura em Química Aplicada (química orgânica), FCT NOVA (2001), com o prémio de terceiro melhor aluno entre os que terminaram o curso nesse ano
Red Hat Certified System Administrator (2012) e Engineer (2013), RHEL 6 (já caducadas)
APM Project Management Qualification (2020)
Primeiros socorros de saúde mental (MHFA England)
Onde trabalhei
DLS Diamond Light Source · Investigação e desenvolvimento
ANSTO Australian Nuclear Science and Technology Organisation · Investigação e desenvolvimento
AS Australian Synchrotron · Investigação e desenvolvimento
SLSA Synchrotron Light Source Australia · Investigação e desenvolvimento
TCD Trinity College Dublin · Investigação e ensino
UL University of Limerick · Investigação e ensino
ITQB Instituto de Tecnologia Química e Biológica · Investigação
FCT-UNL Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa · Investigação e ensino
Pessoas que formei, orientei ou de quem fui mentor